Revezamento começa em maio e símbolo das Olimpíadas vai passar por 43 cidades fluminenses

 Fiorella Ação Social pela Música

A partir de maio, a chama dos Jogos Olímpicos passará por 43 cidades fluminenses. Para cumprir a missão de conduzir o principal símbolo das competições, um grupo de 50 servidores do Estado foi selecionado. No time, estão diferentes histórias de superação e dedicação a ações sociais. O desempenho no trabalho e as boas práticas foram alguns dos critérios levados em consideração pela comissão de avaliação da campanha “Servidores que valem ouro”. Durante 20 dias, 805 funcionários de 52 municípios enviaram seus relatos sobre o serviço público. Agora, parte deles terá o privilégio de conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016.

– Será uma oportunidade histórica na vida de cada uma dessas pessoas. Os Jogos darão ao Rio de Janeiro mais uma oportunidade de mostrar ao mundo a nossa capacidade de organizar e recepcionar grandes eventos internacionais – afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

Fiorella Solares, coordenadora do projeto Ação Social pela Música, que conta com o apoio do RioSolidario, está entre os selecionados. A violoncelista, que já integrou a orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, há 20 anos, se dedica a educar crianças e adolescentes por meio da música clássica. São quatro núcleos de aprendizado musical que englobam 19 comunidades pacificadas do Rio, e dois núcleos em Petrópolis.

– Atualmente, temos 940 alunos entre 7 e 18 anos. Quero carregar a Tocha Olímpica para incentivar outras pessoas a compartilhar seus conhecimentos – relatou Fiorella.

Diretora da Escola Favo de Mel, da Faetec, Sônia Mendes, foi outra escolhida para conduzir a tocha. A servidora, que tem um irmão com Síndrome de Down, atua no Estado, desde 1999, como professora de Educação Especial. A escola oferece qualificação profissional a pessoas com deficiência intelectual. No ano passado, em parceria com o RioSolidario, pela primeira vez, 10 alunos com deficiência intelectual foram inseridos no programa Jovem Aprendiz da Cedae.

– A Favo de Mel é um centro de referência na inclusão, favorecendo a autonomia destes indivíduos. Carregar a tocha simbolizará levar o êxito de cada adulto com deficiência intelectual e necessidades especiais – disse a diretora.

Boas práticas

Quem ainda está no time da tocha é a coordenadora do PAC, Ruth Jurberg, que compõe o Conselho do RioSolidario. Formada em Arquitetura e Urbanismo, Ruth se envolveu na transformação de comunidades carentes do Rio, focada não só na construção de novas moradias, como também no diálogo e na capacitação da população.

Integrante da equipe de conscientização da Operação Lei Seca, Jonas Licurgo, também conduzirá a tocha. Ele, que ficou paraplégico há 14 anos, por conta de um acidente, hoje circula pelas ruas do Rio contando a sua história, mostrando o perigo da mistura álcool e direção, e ajudando a salvar vidas. Além disso, Jonas é atleta e medalhista dos Jogos Parapan-americanos e do Mundial Paralímpico de Atletismo.

Confira outras histórias no site: www.servidoresquevalemouro.rj.gov.br.

Texto: Fabiane Moreira

Fotos: Bruno Itan / Marcelo Horn