Espaço oferece atendimento mais humanizado a mulheres vítimas de violência

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O Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, ganhou um espaço exclusivo para o atendimento de mulheres vítimas de violência física e sexual. Foi inaugurada, nesta sexta-feira (04/12), a Sala Lilás, em uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, as secretarias de Estado e municipal de Saúde, a Secretaria Especial de Política para as Mulheres e o RioSolidario.

A sala recebeu cores claras, quadros e mensagens de apoio nas paredes. O espaço também conta com maca para a realização de exames de perícia. O objetivo é dar conforto e prestar um atendimento mais humanizado às mulheres vítimas de violência.

– Esse projeto nasceu a partir das falas das mulheres vítimas de violência doméstica porque elas relatavam que não queriam vir ao IML. Elas pediam um atendimento humanizado, especial, nesse momento em que estão fragilizadas. Espero que elas cheguem aqui e se sintam acolhidas – afirmou a juíza Adriana Mello.

Segundo ela, além dos equipamentos, a sala oferecerá atendimento qualificado com profissionais, como psicólogos e enfermeiros, preparados para lidar com as mulheres vítimas.

– A união de todos, a boa vontade e o carinho que fizeram isso dar certo. Estamos vivendo em um momento em que a sociedade precisa de carinho, fraternidade, solidariedade. Não importa de onde venha, se é do município, do Estado ou da União – disse a primeira-dama do Estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim.

O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, também ressaltou a importância da parceria entre os órgãos para a execução do projeto:

– O Estado, a sociedade tem uma dívida com as mulheres. Nós estamos fazendo o possível, unindo esforços, para saldar essa dívida – destacou.

O crime de lesão corporal decorrente de violência doméstica encabeça a lista de ações penais mais distribuídas ao longo dos últimos cinco anos. Até outubro de 2015, foram registrados 32.061 casos. Já o número total do ano passado chegou a 41.966 registros. Tramitam atualmente na Justiça estadual 132.941 processos sobre violência contra a mulher.

Texto: Fabiane Moreira

Fotos: Bruno Itan