Familiares de desaparecidos participam de roda de conversa nos jardins do Palácio Guanabara (Crédito: Paulo Vitor)

Familiares de desaparecidos participam de roda de conversa nos jardins do Palácio Guanabara (Crédito: Paulo Vitor)

Por Flávio Amaral

Familiares de pessoas desaparecidas no Rio de Janeiro foram convidadas para uma roda de conversa na última sexta-feira (30) nos jardins do Palácio Guanabara, que também contou com oficinas de arranjos florais e origami. A ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SedsoDH) e o RioSolidario marcou o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados.

O RioSolidario foi responsável pelas oficinas de arranjos florais e de origami. Coordenadora de projetos, a assistente social Luciana Rosa acompanhou a ação e destacou a importância de nossa participação junto à causa. “Dentro do trabalho do RioSolidario, essa ação representa a solidariedade que precisamos ter com essas pessoas. Conseguimos contribuir não somente com um abraço, mas com iniciativas que demonstram que nos importamos com elas, que já sofrem tanto com o desaparecimento do seu ente querido”, disse.

Familiares participaram de oficinas de arranjos florais e origami (Crédito: Paulo Vitor)

Familiares participaram de oficinas de arranjos florais e origami (Crédito: Paulo Vitor)

Coordenadora Estadual de Pessoas Desaparecidas, Jovita Belfort destaca a relevância da atuação do RioSolidario em uma data tão marcante para tantas mães. “Quero agradecer ao RioSolidario pelo carinho e atenção dados às mães de desaparecidos em um dia que, sim, é triste, mas foi de acolhimento a todas essas pessoas. Foi emocionante ver olhos de tristeza transformados em olhos com brilho de vida, alegres. Isso fez com que elas se sentissem acolhidas, o que deu a elas muita esperança de que a causa está sendo tratada”, afirma Jovita, ativista da causa e busca há 15 anos, notícias sobre o paradeiro de sua filha, Priscila.

 

 

 

Participante do encontro, Cristina Maria de Lima sofre desde 2006 com o desaparecimento de sua irmã, que havia saído para caminhar à beira de uma praia em Maricá. Luciene de Lima tinha 29 anos na época e a família busca até hoje notícias dela. “Todo lugar que tem um fio de esperança, nós vamos em busca da minha irmã. Estamos sempre nesta luta atrás dela. É um sentimento de desespero. Só sabe quem passa por essa dor ou quando acontece na nossa família. Me tornei a porta-voz da família”, conta Cristina.