Instituição busca fazer a ponte entre as instituições que necessitam de ajuda e aqueles que querem ajudar

Dia do voluntariado

A solidariedade é um ato de bondade com o próximo. Algo que pode estar em simples ações do cotidiano e que é transformador tanto para quem recebe, quanto para quem pratica. O RioSolidario traz a solidariedade como um compromisso e acredita que ser solidário é se colocar no lugar do outro e estar sempre pronto a ajudá-lo. No clima da Páscoa, a instituição incentiva colaboradores e população a vestir a camisa da solidariedade, participando de campanhas e ajudando de diferentes formas entidades de todo o estado. Para a diretora do RioSolidario, Liliana Pinelli, o mais importante é inserir esse valor no dia a dia de cada um.

O que motiva uma pessoa a ser solidária?

Liliana Pinelli: O brasileiro é solidário por natureza, vemos isso no dia a dia. Mas, por outro lado, o dia a dia também nos consome muito. No RioSolidario, percebemos que quando acontece uma campanha, motivada por uma tragédia, como a das chuvas, ou por uma data especial, como o Natal, isso acaba sendo um motivador, todo mundo se prontifica a ajudar. É a oportunidade que a pessoa tem de despertar a sua solidariedade. Também somos muito motivados pela experiência pessoal, por histórias com as quais nos identificamos.

Como uma pessoa pode ser solidária?

Liliana Pinelli: Há várias formas de ajudar o próximo. Às vezes, na própria comunidade onde a pessoa mora, existe uma instituição que faz atendimento a quem precisa. A pessoa que quer ajudar pode ir conhecer essa instituição, ver o trabalho que ela faz e se propor a estar lá. O voluntário pode, por exemplo, tirar um dia e ir a um orfanato, creche, e ler para as crianças. A pessoa pode ser solidária até com a profissão que exerce. Ajudar a equipe da instituição a profissionalizar a sua gestão, oferecer aulas de línguas, informática. Para as instituições, essas iniciativas fazem muita diferença. Pequenos atos que são transformadores.

A solidariedade está em simples atos do dia a dia?

Liliana Pinelli: Sem dúvida. Acho que o grande problema da nossa sociedade hoje é a invisibilidade do ser humano. Se não rompermos essa fronteira do dia a dia e da rotina que criamos, não conseguimos dar o bom dia e o boa tarde bem dados. A pessoa pega trânsito e já chega no trabalho cansada. Se você dá um bom dia ao colega, pergunta como está a família dele, já muda o dia dele com um ato simples. No RioSolidario, brincamos o tempo todo que é preciso se colocar no lugar do outro. O que você gostaria que fizessem por você? Isso já é solidariedade.

Empresas também podem ser solidárias?

Liliana Pinelli: Vemos um crescimento no Brasil de empresas que estão interessadas em criar programas de voluntariado e de solidariedade. Cada um traz um nome ou o formato que deseja. Vão desde a doação de recursos, campanhas de arrecadação até a visita de funcionários a instituições para um dia de voluntariado. Já tivemos essa experiência no RioSolidario. Em agosto, uma de nossas creches recebeu um dia de ações voluntárias em parceria com a L’Oréal. Os funcionários da empresa estiveram na unidade, participaram de brincadeiras e distribuíram presentes. As crianças adoraram!

Como o RioSolidario atua nesse trabalho?

Liliana Pinelli: O RioSolidario busca fazer a ponte entre as instituições que necessitam de ajuda e aqueles que querem ajudar.  Atualmente, temos mais de mil instituições cadastradas em todo o estado. Vamos lá, conhecemos o trabalho da instituição, vemos de que forma ela atende a comunidade e disponibilizamos os seus dados no nosso site para fazer a ponte entre a pessoa que está naquela região e quer ajudar. Também recebemos muitas doações de empresas. Identificamos as necessidades das instituições e encaminhamos os materiais doados. Em 2015, quase 23 mil produtos, como brinquedos, alimentos, roupas, móveis e livros, foram doados a 76 instituições.

Texto: Fabiane Moreira

Foto: Bruno Itan