Funcionários participaram de palestra de conscientização sobre doação de órgãos

Palestra Doe+Vida

A equipe do RioSolidario entrou para a campanha Doe+Vida, do Programa Estadual de Transplantes (PET), da Secretaria de Estado de Saúde. Nesta quinta-feira (23/07), os funcionários participaram da palestra de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Na apresentação, eles puderam saber mais sobre como funciona o processo de doação e tirar dúvidas. A ideia da campanha é estimular o debate e sensibilizar a sociedade.

– Essa é uma campanha que eu abracei. Tenho um irmão transplantado e sei a importância disso. É uma necessidade de todos nós seres humanos. E cada um precisa fazer a sua parte – ressaltou a primeira-dama e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim.

Durante o encontro, o coordenador do PET, Rodrigo Sarlo, contou que, desde a criação do programa em 2010, já foram salvas mais de 5,4 mil vidas. Para ele, o número de transplantes pode crescer se a sociedade participar e doar ainda mais.

– O nosso objetivo é conscientizar a população. O grupo do RioSolidario já trabalha com ações solidárias e é formador de opinião. Tenho certeza que poderá levar essa mensagem para mais pessoas – disse o coordenador.

No primeiro trimestre de 2015, o Rio de Janeiro atingiu a marca de 64,5% de autorizações de familiares diretos para a doação de órgãos de pacientes com morte encefálica. Foi a primeira vez que o estado ultrapassou a margem histórica de 60% neste tipo de autorização, nos últimos cinco anos.

Lançada em abril, a campanha Doe+Vida conta um site – www.doemaisvida.com.br -, onde as pessoas que querem se declarar doadoras podem se cadastrar e imprimir seu cartão virtual. Ao fazer o cadastro, também é possível incluir foto e compartilhar com amigos e familiares nas redes sociais. Vale lembrar que a legislação brasileira determina que somente familiares diretos podem autorizar a doação de órgãos de pacientes com morte encefálica. Não existe nenhum documento que possa ser deixado, em vida, para garantir a doação. Por isso, declarar a vontade de ser doador entre as famílias é a melhor forma de fazer com que a vontade seja conhecida e respeitada.

Texto: Fabiane Moreira

Fotos: Bruno Itan