Presidente da ONG teve encontro com Reino Unido, Nova Zelândia e Alemanha para apresentar ações voltadas para a pessoa com deficiência

Visita ministra Reino Unido

Com os Jogos Paralímpicos Rio 2016, diversas autoridades estão no Rio para acompanhar as competições e também para conhecer os projetos voltados para pessoas com deficiência na cidade. A presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, participou de encontros com representantes dos governos do Reino Unido, da Nova Zelândia e da Alemanha, para apresentar algumas ações desenvolvidas pela ONG em parceria com instituições que fazem o atendimento de pessoas com deficiência.

Uma delas é a Obra Social Dona Meca, que fica na Taquara, Zona Oeste do Rio, e atende cerca de 250 crianças com deficiência. A ministra para Pessoas com Deficiência, Penny Mourdant, e o cônsul-geral do Reino Unido, Jonathan Dunn, visitaram o espaço que oferece diferentes serviços, como fisioterapia, hidroterapia, fonoaudiologia e psicologia, além de inclusão social através do esporte educacional.

A ministra se disse impressionada com tantos atendimentos disponíveis em um mesmo local e ressaltou que o Reino Unido tem como uma de suas prioridades o avanço das ações para pessoas com deficiência. Penny Mourdant foi recebida com apresentações de dança e capoeira e, em seguida, conversou com os profissionais da OSDM. A presidente da obra social, Rosangela Chacon Pereira, destacou a importância do atendimento multidisciplinar.

– Temos um olhar voltado não só para a criança, mas também para a família. Muitos dos atendidos não têm condições de pagar pelo serviço, usar diferentes transportes. Ter tudo o que a criança precisa num mesmo espaço facilita e otimiza o atendimento – disse Rosangela.

Troca de experiências

Já a ministra para Assuntos Relacionados a Pessoas com Deficiência, Nicky Wagner, e a embaixadora da Nova Zelândia no Brasil, Caroline Bilkey, estiveram com a presidente do RioSolidario para trocar experiências. No encontro, Maria Lucia falou sobre as ações do programa Autonomia Sim, que apoia instituições e busca mobilizar governos, empresas e população para a construção de uma sociedade mais inclusiva. Ela destacou a Paralimpíada no Rio como uma grande oportunidade de chamar a atenção das pessoas para a causa.

– Cidade, Estado e União se esforçaram para acolher atletas e pessoas com deficiência de forma adequada. Mas mais do que a transformação da cidade, os Jogos estão mexendo com o coração das pessoas e mudando o olhar da sociedade para a pessoa com deficiência – afirmou a primeira-dama.

A ministra da Nova Zelândia contou ter se emocionado com a receptividade dos brasileiros:

– Fiquei muito emocionada com a cerimônia de abertura, com todo o estádio aplaudindo, acompanhando os atletas, também emocionado com a determinação, dedicação e coragem deles – ressaltou ela, garantindo que, em dezembro, quando é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a Nova Zelândia lançará novas políticas para a população com deficiência.

Visita alemã

Atleta paralímpica, a comissária para Assuntos Relacionados a Pessoas com Deficiência da Alemanha, Verena Bentele, também tem acompanhado os Jogos e fez questão de saber mais sobre as ações desenvolvidas no Rio e no Brasil. Ela, que é deficiente visual, afirmou que o esporte é fundamental para dar visibilidade às pessoas com deficiência. Em conversa com a presidente do RioSolidario, Verena Bentele contou ainda que os atletas alemães se sentiram muito bem recebidos pela torcida brasileira.

– Visitei algumas arenas e pude perceber a acessibilidade, com rampas para cadeirantes, pisos táteis para cegos. Acredito que sejam mudanças que, com certeza, aconteceriam ao longo do tempo na cidade, mas que os Jogos conseguiram acelerar esse processo – disse.

O encontro também teve a presença do cônsul-geral da Alemanha no Rio, Harald Klein, da diretora do RioSolidario, Liliana Pinelli, do superintendente de Políticas para Pessoas com Deficiência, Marco Castilho, da subsecretária de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, Andrea Sepúlveda, e do subsecretário de Relações Internacionais, Pedro Spadale.

Texto: Fabiane Moreira

Fotos: André Gomes de Melo