Sobre o projeto

Assistência social, psicológica e jurídica para mulheres vítimas de violência doméstica

Ainda são muitas mulheres que sofrem com a violência doméstica no estado. Para tentar mudar essa realidade, o RioSolidario conta com a Casa Abrigo Lar da Mulher. Criado em 2007, o espaço tem como objetivo amparar, proteger e fortalecer essas mulheres, oferecendo assistência psicológica, social, hospitalar e jurídica a elas e seus filhos. O trabalho é desenvolvido de forma que as abrigadas conheçam os seus direitos, ampliem a consciência sobre relacionamentos afetivos saudáveis e retomem suas vidas seguras e, se possível, já inseridas no mercado de trabalho.

Foi o que aconteceu com Eliane Berto da Silva e Souza, de 49 anos. Ela procurou a ajuda de assistentes sociais em um posto de saúde após sofrer, durante 18 anos, agressões do ex-marido. Encaminhada para a Casa Abrigo com suas duas filhas, Eliane recebeu apoio psicológico, voltou a estudar e conseguiu a guarda das crianças. Hoje, superada a dor, ela comemora a vitória em uma nova vida:

– Eu não sabia que existia esse tipo de apoio à mulher. Depois da última agressão, decidi procurar socorro. Na Casa Abrigo, aprendi a viver novamente, a recomeçar. Foi através desse apoio que consegui um emprego, onde conheci o meu atual marido. Eu renasci – conta Eliane que trabalha em uma lanchonete.

O Lar da Mulher funciona 24 horas, em local sigiloso no Rio de Janeiro, como residência temporária de até quatro meses, com capacidade para abrigar 60 pessoas, entre mulheres e crianças. A casa possui 15 quartos, salas de atividades e berçário, dispostos numa área de 1.300 metros quadrados. Ações, como grupos de reflexão, atividades lúdicas e relaxamento ajudam essas mulheres a reconstruírem seus laços familiares e de amizade, em geral dilacerados após se afastarem de casa por medo do agressor. Elas são encaminhadas por centros de referência de atendimento à mulher, outros abrigos, ordem judicial ou delegacias legais.

Desde sua inauguração, o abrigo já acolheu 1.855 pessoas, sendo 713 mulheres e 1.142 crianças.

“Tive medo de procurar ajuda, me esconder, achando que ele (ex-companheiro) poderia me encontrar. Sei que, assim como eu, muitas mulheres também têm medo. Mas hoje eu não tenho mais. Aqui, criei uma família e recebi ajuda. Quero ter o meu neném e buscar ficar com a guarda dele. Quero seguir em frente com os meus filhos e viver para eles. Aqui me sinto acolhida por todos. Tenho a certeza de estar protegida, posso dormir tranquila, acordar tranquila, me alimentar e pensar no que realmente quero fazer da vida”.

M., 27 anos, residente da Casa Abrigo, mãe de dois filhos e grávida de 8 meses

24h

ABERTO EM
TEMPO INTEGRAL

15

QUARTOS PARA
ACOMODAÇÃO

713

MULHERES ATENDIDAS

1142

CRIANÇAS
ACOLHIDAS

GALERIA DE IMAGENS

OUTROS PROJETOS