Evento tem previsão de movimentar mais de R$ 50 milhões na economia

 

RJ 04-07-2018. FUVEST Nova Friburgo.Fotógrafo: André Gomes de Melo

A primeira-dama do estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, participou, nesta quarta-feira (04/06), da Fevest – Feira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-prima. Ela representou o governador, Luiz Fernando Pezão, na 28ª edição do evento, que acontece em Nova Friburgo, na Região Serrana.

A Fevest é reconhecida por compradores nacionais e do exterior como referência de feira de negócios em lançamentos para todo o mercado têxtil. O evento acontecerá até o dia 08 de julho, no Country Clube, onde serão apresentados os lançamentos do Polo de Nova Friburgo e região para a temporada primavera/verão 2018/2019.

– É uma grande alegria poder participar de um evento com a força e importância da Fevest. O município contribui significativamente para o desenvolvimento da economia do estado e, sobretudo, do país, ajudando na geração de empregos. Fiquei muito impressionada com os números do segmento de moda, que apontam que o Polo é responsável por mais de 25% da produção do mercado brasileiro – destacou a primeira-dama.

Empresários, compradores, fornecedores, entidades ligadas à cadeia têxtil e influenciadores estão convidados a visitar a feira nos dias 04, 05 e 06/07, das 13h às 20h, e em 07 e 08/07, das 10h às 20h. Nos dois últimos dias, o evento será aberto ao público, que poderá conferir e comprar direto das marcas.

De acordo com Marcelo Porto, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região/RJ – Sindvest, realizador do evento, a expectativa é receber um público superior ao ano passado:

– A Fevest contará com estandes de confeccionistas e fornecedores, em uma área total de 12 mil m², onde haverá um espaço para a gastronomia local, além de muito entretenimento. Nossa estimativa é receber um público 10% acima do número de participantes em 2017 – enfatizou.

Na Fevest, expositores pretendem lançar a ‘Moda Sustentável’, apresentando, por exemplo, produtos feitos por meio de técnica de enrijecimento das sobras de tecidos das peças confeccionadas, visando um produto com estilo e design moderno, ao mesmo tempo. E também peças confeccionadas com tecidos que se decompõem rapidamente após descarte em aterros sanitários (ambiente anaeróbico).

O Procompi, programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias, parceria entre a CNI e SEBRAE, reuniu 25 empresas em duplas e/ou trios para capacitar e estimular o desenvolvimento de coleções que misturassem joias e bijuterias à lingerie. Agora, na edição 2018, vão lançar suas criações na feira.

A edição 2018 do desafio que mobiliza alunos de diversos cursos do SENAI, na busca por inovação para o seguimento do vestuário, traz para a Fevest uma reflexão sobre o Futuro da Moda, tendo a sustentabilidade e a tecnologia como importantes fontes de inspiração. Estudantes da instituição criaram 20 looks criativos e conectados ao desenvolvimento de uma moda sustentável, que foram apresentados no desfile de abertura.

O Sebrae, grande parceiro do Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo e região, está apostando na sustentabilidade e levará à feira casos de sucesso na área, além de realizar talk show, oficinas e palestras para explorar ainda mais o tema

 

Polo de Moda Íntima

O Polo de Moda Íntima de Nova Friburgo e Região conta com 1.324 indústrias que produzem moda íntima, fitness, linha praia e noite, e cerca de 160 lojas do ramo, sendo a maior parte concentrada nos bairros de Olaria, Conselheiro Paulino e Ponte da Saudade. Confecções de pequeno, médio e grande portes estão também localizadas em outros bairros da cidade e pelos municípios que ficam em seu entorno. O preço médio das peças varia de R$12 a R$300.

No segmento de moda, o Polo é responsável por mais de 25% da produção do mercado brasileiro (aproximadamente, 114 milhões de peças por ano). Há alguns anos, Nova Friburgo é reconhecida como a Capital Brasileira da Moda Íntima, referência no setor por representar o desenvolvimento industrial da pequena e média empresa no Brasil.

Segundo dados do Sindvest, o setor contratou mais do que demitiu no primeiro trimestre de 2018; a indústria da moda íntima emprega de maneira formal e informal cerca de 20 mil pessoas, através das confecções e lojas (10 mil diretos e 10 mil indiretos).

Fotógrafo: André Gomes de Melo