Em segunda mesa, foram apresentados os serviços prestados no estado

Mesa debate desafios da reabilitação

Durante a segunda mesa do II Encontro Autonomia para Pessoa com Deficiência, a deputada federal Mara Gabrilli, o secretário de Estado de Saúde, Felipe Peixoto, a secretária Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Georgette Vidor, e o administrador da Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), Telmo Hoelz, discutiram os desafios da reabilitação. O superintendente de Políticas para Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Marco Castilho, mediou o debate.

Georgette Vidor apresentou o trabalho da Secretaria e ressaltou que reabilitação pode ir além da fisioterapia e a terapia ocupacional, com atividades como a musicoterapia e a prática de atividades físicas e esportes, como a ginástica.

– Há outras formas de se reabilitar que podem ser mais divertidas e agradáveis, fazendo o mesmo trabalho da terapia ocupacional. A reabilitação tradicional é complementar a outras formas. Nenhuma pode deixar de ser feita. A reabilitação é algo maior que apenas a fisioterapia e a terapia ocupacional, talvez isso seja o que dificulta a passagem para a Saúde – disse Georgette.

O secretário de Estado de Saúde, Felipe Peixoto, falou sobre a reabilitação oferecida pelo Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, cada região pactuou, em conjunto com secretários municipais e gestores estaduais, o município que é o serviço de referência para a sua cidade, de acordo com a necessidade e o tipo de deficiência.

– Os recursos do Ministério da Saúde são levados aos municípios executores, que repassam às instituições que prestam os serviços – falou Peixoto, acrescentando que a previsão é publicar um edital de R$ 3,5 milhões, no próximo mês, para contemplar instituições que atendam pessoas com deficiência.

– Reconhecemos que os valores pagos às instituições são baixos. Vemos no dia a dia as dificuldades das instituições para cumprirem seus serviços e manterem seus projetos. Colocamos um edital na rua e AFR foi a única que conseguiu se habilitar e receber recurso complementar ao do Sistema Único de Saúde – finalizou o secretário.

A deputada federal Mara Gabrilli contou sua história e falou da importância da reabilitação no seu dia a dia. Para ela, um ponto importante da Lei de Inclusão é trazer a reabilitação como um direito fundamental do brasileiro.

– A rotina de trabalho físico que tenho, de segunda a segunda, é o que me faz ter saúde e energia para ir até Brasília trabalhar. Sei que os serviços oferecidos ainda são poucos, se comparados à demanda. Temos que pressionar todas as esferas de governo para que os serviços sejam criados, e incentivar, por exemplo, as academias que também ofereçam, pois para fazer alguns exercícios basta que alguém indique como fazer – ressaltou a deputada.

Telmo Hoelz, da AFR, ressaltou a importância da parceria com outras instituições para prestar atendimento aos deficientes.

– Não se faz nada sozinho. Nenhuma instituição sozinha vai dar conta de toda a demanda que existe. Nós, como associação filantrópica, não viemos para substituir o serviço público, estamos aqui para complementar, e entrar onde o governo não pode estar – acrescentou Hoelz.

Encerrando o evento, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais, Sandro Laina, falou sobre a experiência da equipe brasileira no Parapan de Toronto, e da importância da prática do esporte para as pessoas com deficiência.

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Texto: Gabriela Murno

Fotos: Bruno Itan