Atletas da equipe fluminense conquistaram 53 medalhas, na 9ª edição da competição

Atletas Paralimpíadas Escolares

A delegação fluminense, que alcançou o segundo lugar na 9ª edição das Paralimpíadas Escolares deste ano, foi recebida no Palácio Guanabara, na sexta-feira (04/12). O governador Luiz Fernando Pezão, a primeira-dama do Estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, e o secretário de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, Marco Antônio Cabral, parabenizaram os 56 atletas pelas 53 medalhas – 21 de ouro, 14 de prata e 18 de bronze – conquistadas.

A maior competição paradesportiva para estudantes entre 12 e 17 anos foi realizada em Natal (RN), entre os dias 24 e 27 de novembro, com a participação de mais de 700 atletas de 24 estados, o Distrito Federal e o Reino Unido. Foram disputadas oito modalidades: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. A delegação fluminense ficou atrás apenas da equipe de São Paulo.

– Abracei a causa da pessoa com deficiência junto à equipe do RioSolidario e é uma alegria ver o que atletas tão jovens já conseguem conquistar. Eles nos enchem de orgulho e merecem todo o reconhecimento, pois só quem convive e vê as dificuldades que os deficientes precisam enfrentar é que consegue dar valor – disse Maria Lucia.

Pezão falou sobre o poder transformador do esporte, principalmente para as pessoas com deficiência:

– É muito gratificante para o governante, quando a gente vê um trabalho dando esses frutos todos. O esporte é transformador. Ele muda a vida das pessoas. E não é importante só para os campeões, mas para todo mundo que participa. Então, estão todos de parabéns – declarou o governador.

Nas modalidades individuais, o Rio se destacou na natação com 20 medalhas e o 2° lugar na modalidade. Foram também 18 pódios no atletismo.

Em sua primeira competição, o aluno da Escola Estadual Bolivar, Roberto Félix, de 17 anos, conquistou cinco medalhas – três de ouro e duas de bronze – na natação. Ele, que treina há pouco mais de um ano, ficou muito feliz com as conquistas.

– O esporte é uma forma de superação. Via meus colegas praticando esporte e até participava, mas agora eu percebi que há pessoas com deficiências até mais severas do que a minha. Aprendi a lidar melhor com a minha deficiência, minha forma física também está melhor e estou mais bem disposto – disse Roberto, que possui paralisia cerebral.

Estudante da Escola Estadual Josué de Castro, Marcio Lucas, de 17 anos, foi o primeiro medalhista de ouro nos jogos. Ele conquistou duas medalhas no atletismo – ouro no arremesso de peso e prata no lançamento de dardo.

– O esporte me ajudou muito na minha reabilitação. Além disso, é um incentivo a mais para todas as pessoas com deficiência. Minha inspiração é o meu treinador Claudemir Santos – disse Marcio, que teve que amputar uma perna, por conta de uma infecção bacteriana.

Na bocha, modalidade voltada para pessoas com deficiência mais severa o Rio conquistou uma medalha de ouro e uma de prata. A equipe fluminense conquistou ainda seis medalhas no judô, uma no tênis em cadeira de rodas e a prata no futebol de 7.

Texto: Gabriela Murno

Fotos: André Gomes de Melo