Globo – Jornal Nacional

O Jornal das 10h de hoje exibiu uma reportagem sobre a PNAD do IBGE e falou sobre os setores que continuam a crescer, apesar da crise. Entre eles, está o setor hoteleiro. A matéria cita a geração de mão de obra técnica e qualificada na hotelaria, usando como exemplo a Escola Carvalho Hosken de Hotelaria, localizada no Hotel Hilton, na Barra da Tijuca.

“Nove milhões de pessoas buscam vaga no mercado de trabalho no país”

O desemprego no Brasil chegou ao pior nível desde 2012. Apesar do cenário ruim, alguns setores ainda estão contratando.

Foi o décimo mês seguido de alta no desemprego. O pior resultado desde que o IBGE começou a fazer a pesquisa, há 4 anos. Nove milhões de pessoas sem trabalho. Quase 40% a mais do que um ano antes.

A taxa de desemprego, nos meses de agosto, setembro e outubro de 2015, chegou a 9%, maior do que nos três meses anteriores. E bem maior do que a do mesmo período de 2014.

Em 12 meses, a indústria foi o setor que mais perdeu funcionários. O desemprego atingiu os trabalhadores do campo. E, também afetou os da construção. Mesmo assim, o número de pessoas ocupadas no país continua estável.

“Você não tem uma redução de ocupação. Por que? Porque as pessoas tão montando o próprio negócio, tão montando o próprio empreendimento. A indústria, a construção, a agricultura, são grupamentos que estão perdendo trabalhadores pro comércio e principalmente também pros serviços”, aponta Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Muita gente também está buscando socorro nos serviços domésticos. Duzentas mil pessoas entraram no setor em um ano. Como a mão de obra cresceu, o rendimento médio desses trabalhadores caiu.

Um especialista chama atenção pra queda do número de trabalhadores brasileiros com carteira assinada. “Uma outra dimensão de perda de bem-estar é ele continuar empregado, porém numa situação mais precária. São trabalhadores que passam de um posto de trabalho formal pro informal”, afirma Carlos Henrique Corseil.

Apesar de registrarem aumento na taxa de desemprego, os números do IBGE também apontam pra setores que vão na contramão dessa tendência. É o caso de hotéis e restaurantes, que entre agosto e outubro de 2014 e agosto e outubro de 2015, empregaram duzentas mil pessoas a mais.

Até início de dezembro, o Marcelo Quintão era assistente administrativo num curso de inglês. Trocou de carreira, por um salário melhor e a expectativa de crescimento profissional.

“Construir uma carreira, construir algo bom pra mim, junto com a minha família e subir de cargo”, diz o mensageiro de hotel.

A Ana Beatriz Boechat entrou como aprendiz, foi efetivada e também sonha alto.

“Tem que se desafiar todo dia, pra crescer e se tornar alguém grande”, diz a coordenadora de serviços de telefonia.

“O nosso desafio é conseguir uma mão de obra qualificada, uma mão de obra com a vocação do serviço. Então a gente está sendo criativo e procurando alternativas diferentes à simples contratação”, diz a diretora-geral do hotel Laura Castagnini.

>> O hotel criou um curso pra descobrir talentos. São jovens entre 18 e 24 anos, que estão começando a conhecer o mundo da hotelaria. Na aula desta sexta-feira (15), mostraram que improviso e criatividade eles tem de sobra.

Hilton