Percurso reproduzia situações vividas no dia a dia das pessoas com deficiência

Rio Consciente

Mais de 600 pessoas participaram dos quatro dias da ação Rio Consciente, na Praça XV, no centro do Rio, entre 21 e 24 de setembro. O circuito de obstáculos que reproduzia algumas situações vividas no dia a dia por cadeirantes, cegos e surdos. Foram distribuídos 16.800 adesivos com #cidadãoconsciente e produzidas quase 3 mil fotos, compartilhadas por WhatsApp e postadas no hotsite www.rioconsciente.com.br. Durante os quatro dias de ação, cerca de 400 mil pessoas passaram pela praça.

Ao realizar o percurso, que marcou a Semana Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o público experimentou alguns desafios, como usar uma cadeira de rodas, subir rampas, entrar em um táxi não adaptado e ter os olhos vendados.

No primeiro dia da atividade, a primeira-dama do Estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, experimentaram o percurso, uma parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Alerj e o RioSolidario.

– Ficamos felizes com o resultado da ação. O objetivo do Rio Consciente de sensibilizar mais o cidadão, as esferas de governo e as instituições sobre a importância da autonomia e do investimento na qualidade de vida da pessoa com deficiência foi atingido – comentou Maria Lucia sobre o resultado da ação.

Atletas paralímpicos e outras personalidades também realizaram o circuito. O dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, e a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio, Ana Botafogo participaram do terceiro dia da ação.

Após realizar o percurso, Ana Botafogo ressaltou a importância de melhorar a acessibilidade para as pessoas com deficiência.

– Se não houver consciência e a ajuda geral da população e das autoridades em relação às pessoas com deficiência, eles serão sempre segregados – disse ela.

Carlinhos de Jesus, que realiza trabalhos com deficientes, falou sobre as dificuldades do manuseio da cadeira de roda e como as cidades ainda enfrentam o desafio de ser mais acessíveis também para as pessoas com deficiências visual e auditiva.

– Se eu já era um cidadão consciente, agora eu me tornei mais consciente ainda. O mais importante é que uma ação como essa deveria ser constante. A população precisa sentir na carne a dificuldade, para respeitar mais, ao encontrar um deficiente – completou o coreógrafo.

Rio promove ações na Semana de Luta da Pessoa com Deficiência

Texto: Gabriela Murno

Fotos: Bruno Itan