Ao final da oficina, um curta-metragem de até 20 minutos será produzido e finalizado pelos participantes

Ao final da Oficina de Audiovisual alunos produzirão um curta-metragem sob a orientação do professor Frederico Cardoso (Crédito: Nelson Perez)

A arte tem um poder transformador e é por isso que o RioSolidario apoia iniciativas que promovam a cultura e as possibilidades de diálogo em diferentes formatos. Em parceria com a Associação Cidadela – Arte, Cultura e Cidadania e a Associação de Moradores do Morro dos Prazeres, 15 jovens residentes da comunidade carioca participam de Oficina de Audiovisual. Com início no dia 28 de outubro, as aulas gratuitas acontecem toda segunda e terça-feira até o dia 17 de dezembro, totalizando 48 horas de curso.

A ideia é que todos possam ter o entendimento sobre construção de ideias, elaboração de roteiro, produção, filmagem e edição. E, ao final da oficina, um curta-metragem de até 20 minutos será produzido e finalizado pelos participantes.

“Cada aluno traz sua vivência como um conhecimento para a produção, mas não podemos fugir da ideia principal, que é mostrar o que acontece no Morro dos Prazeres levando para um lado positivo, mas sem se distanciar dos problemas que existem e até impulsionam os fatos positivos da comunidade”, destacou o professor da Oficina de Audiovisual, Frederico Cardoso.⁣

Alunos trocam ideias sobre como retratar sua comunidade no filme a ser produzido (Crédito: Nelson Perez)

Alunos trocam ideias sobre como retratar sua comunidade no filme a ser produzido (Crédito: Rhaiane Sodré)

O direito de questionar e as oportunidades de trabalho

Além do caráter cultural, o projeto também se preocupa com um debate ético e a inclusão social dos adolescentes, uma vez que propõe incentivar o interesse pela discussão de temas relevantes e o aprendizado de um ofício que registra avanço a cada ano, já que a internet e as mídias sociais aumentaram a acessibilidade para produção própria.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o mercado audiovisual está em crescimento no país e é uma atividade na qual atuam muitos micro e pequenos empreendedores, seja na criação, no desenvolvimento de conteúdo, na distribuição, na transmissão ou na comercialização de imagens, sons e elementos cinematográficos. Em estudo realizado pela Firjan e pelo Sebrae em 2014, as atividades econômicas do setor geraram R$ 24,5 bilhões para a economia brasileira. 

“Falamos sobre ética no documentário – não é por estarmos fazendo um documentário que vamos pintar a realidade nua e crua. O simples fato de posicionarmos a câmera de um jeito e não de outro, incluindo uma coisa e excluindo outra, é uma escolha que é feita para levar o filme à mente do espectador.

A ética é importante para, mesmo fazendo escolhas, retratarmos a realidade da melhor forma, sem enganar o público”, ressaltou Cardoso.

Além do caráter cultural, o projeto também se preocupa com um debate ético e a inclusão social dos adolescentes

Além do caráter cultural, a Oficina promove debate ético e inclusão social dos adolescentes (Crédito: Nelson Perez)

Ele ainda conta que foi abordado na turma como a mídia tradicional olha e representa o que acontece no Morro dos Prazeres. “Grosso modo, falamos das mesmas coisas, mas muda o ponto de vista e a forma de comunicar. Contrapondo esse documentário futuramente com uma reportagem tradicional, veremos que os assuntos sobre a mesma coisa podem ser abordados de forma diferente. Para entender melhor o que se passa, precisamos de pontos de vista diferente”, completou o professor.

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