Meninos e meninas visitaram a Arena do Futuro e conheceram um pouco mais sobre a modalidade que estará nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

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O RioSolidario levou, nesta quinta-feira (05/05), oito jovens para assistirem ao evento-teste de goalball, modalidade paralímpica para atletas com deficiência visual, que estará na Rio 2016. As competições foram realizadas na Arena do Futuro, um dos ginásios construídos no Parque Olímpico da Barra da Tijuca para receber competições durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Os meninos e meninas, que fazem parte das primeiras turmas da Escola Carvalho Hosken de Hotelaria e do programa Jovem Aprendiz na Nova Cedae, viram de perto a disputa entre a seleção brasileira e a Lituânia, uma das equipes favoritas à conquista da medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos. O Brasil acabou perdendo o jogo por 14 a 11.

– É importante dar aos nossos jovens a oportunidade de visitarem os principais palcos das Olimpíadas e das Paralimpíadas. Além disso, estamos apresentando a eles uma modalidade pouco conhecida, e mostrando a superação por meio do esporte. Temos que encher as arenas durante os Jogos e prestigiar os paratletas – disse Luciana Rosa, assistente social do RioSolidario.

Vitor Hugo de Oliveira, de 23 anos, aluno da terceira turma da Escola Carvalho de Hotelaria, aprovou a experiência:

– Foi uma grande oportunidade estar aqui, no aquecimento para as Olimpíadas e para as Paralimpíadas. Somos privilegiados por estarmos entre os primeiros que viram uma partida aqui. Não conhecia o goalball, mas gostei muito. É interessante ver a superação destes atletas.

Evandro Souza, de 29 anos, um dos participantes do programa Jovem Aprendiz Nova Cedae com deficiência intelectual, também reforçou a importância de se ter contato com um esporte ainda pouco conhecido.

– Gostei de ter vindo e conhecido a arena. O goalball ainda é pouco conhecido, mas estando aqui, pudemos aprender um pouco mais sobre as suas regras – ressaltou Evandro.

O Goalball

Criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorenzen e pelo alemão Sepp Reindle, como forma de reabilitação para os veteranos da II Guerra Mundial que ficaram cegos, o goalball estreou em paralimpíadas em 1980, nas competições que foram realizadas em Arnhem, mas apenas no masculino. Em 1984, em Nova York, as mulheres participaram pela primeira vez dos Jogos na modalidade.

Formado por três titulares, os jogadores devem arremessar a bola, que tem que tocar no chão, no gol adversário. Para defender, os jogadores podem usar qualquer parte do corpo. A bola do goalball tem um guizo dentro para orientar a direção para os atletas. Por isso, durante a partida, é necessário que haja silêncio total na arena.

Próximas disputas

O Brasil está entre as seis equipes que disputam, de 07 a 09 de maio, o Rio Open Goalball Men’s Tournament, também na Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra. Além da seleção brasileira, participam do torneio Estados Unidos, Finlândia, Lituânia, Suécia e Turquia.

O aquecimento para os Jogos Paralímpicos do Rio continua até o final de maio. De 18 a 21, o Estádio Olímpico, no Engenho de Dentro, receberá as disputas do atletismo paralímpico. Para mais informações sobre os torneios, acesse www.aquecerio.com.

 

Texto: Gabriela Murno

Fotos: André Gomes de Melo