Iniciativa conta com ações nas áreas de Justiça, Educação e Esporte

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O presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão lançaram, na manhã desta segunda-feira (13/11), o Programa Emergencial de Ações Sociais para o Rio de Janeiro. A primeira-dama do estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, participou da solenidade. A iniciativa do Governo Federal, em parceria com o Governo Estadual e a Prefeitura do Rio, tem o objetivo de combater a violência no Rio através de projetos sociais. O investimento inicial será de 157 milhões.

Durante o evento de lançamento do programa, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), o governador Luiz Fernando Pezão destacou a importância da iniciativa para o estado do Rio de Janeiro.

– Quando o Governo Federal vem aqui e aporta recursos no contraturno, complementando o estudo, dando aula de moral e cívica, noções de cidadania, nós vislumbramos que podemos vencer essa batalha. Quando há apoio ao ensino médio, na formação dos jovens das Faetecs e dos CVTs, dando a possibilidade para eles terem uma profissão, vemos que vamos vencer a guerra contra a violência – afirmou Pezão.

O pacote conta com ações nas áreas de Justiça, Educação, Esporte e Direitos Humanos. Uma das iniciativas vai atender 50 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de comunidades do Rio, estimulando a participação em atividades esportivas, culturais e tecnológicas no contraturno escolar. Serão beneficiados jovens do Complexo do Lins de Vasconcelos, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Complexo da Maré, Chapadão/Pedreira, Cidade de Deus, Vila Kennedy, Rocinha, Baixada Fluminense e Complexo do Salgueiro (São Gonçalo).

Os beneficiários devem estar inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, preferencialmente o Bolsa Família. Os serviços oferecidos em oito unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e de seis unidades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) serão ampliados. Será reforçado, também, o atendimento nos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua das comunidades atendidas.

A rede de atenção básica à saúde também será reforçada, assim como as vagas em comunidades terapêuticas (CTs), serviço de acolhimento de pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de drogas. O Programa ‘Casa de Direitos: Cidadania Plena’, que democratiza o acesso à Justiça por meio da solução de conflitos nas comunidades, também aumentará o atendimento. A iniciativa privada vai participar do programa através da rede hoteleira do Rio, que vai abrir 10% de suas vagas para jovens capacitados pelo programa, e de empresas de computação, que vão distribuir computadores para os estudantes.
Ao todo, oito ministérios realizarão ações sociais no Rio de Janeiro: Desenvolvimento Social, Defesa, Esporte, Educação, Justiça, Direitos Humanos, Cultura, Saúde e a Secretaria Nacional da Juventude.

O presidente Michel Temer destacou que a união de esforços foi o que tornou o programa possível.

– A palavra chave é integração. O que se verifica aqui é a cooperação, uma integração, entre o Governo do Estado do Rio, a Prefeitura e o Governo Federal. Quando nós percebemos que todos esses setores estão unificados, estão trabalhando juntos, nós podemos dizer sempre, como está acontecendo hoje, que o Brasil tem jeito, o Brasil, tem futuro – ressaltou o presidente.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o programa é piloto e depois poderá ser expandido para outros estados do Brasil.

– Nosso compromisso é fazer com que o Rio de Janeiro melhore. Acho que o Brasil todo tem compromisso com o Rio, é a nossa vitrine maior, a nossa referência. Só o apoio da força policial não é suficiente. Pode reduzir a violência por um período, mas se nós não entrarmos na estrutura social, não melhorarmos a condição de vida da população, isso acaba tendo um efeito passageiro. Vamos dar oportunidade aos jovens que estão nessas áreas de risco para mostrar que um outro mundo é possível, fora da violência do crime organizado. Vamos apoiá-los para que possam desenvolver suas potencialidades e construir uma perspectiva de vida melhor – concluiu o ministro.

Foto: Carlos Magno