Power Soccer permite que pessoas com deficiências severas como tetraplegia e paralisia cerebral pratiquem esporte

IMG_1152

Imagine uma modalidade esportiva competitiva que permita a participação de pessoas com deficiências severas como tetraplegia, paralisia cerebral e distrofia muscular. Estamos falando do Power Soccer (futebol de cadeiras de rodas), esporte que surgiu no Canadá e no Japão, no final da década de 70. No cenário paraolímpico mundial há grandes expectativas de que o Power Soccer se torne Paralímpico para os Jogos de 2024.

No Rio de Janeiro, o Clube Novo Ser, com dez atletas, busca novos jogadores, ao mesmo tempo que intensifica os treinos para que os paratletas possam estar preparados para as futuras competições do VII Campeonato Brasileiro de Futebol em Cadeiras de Rodas (28 a 30 de setembro, na Arena Olímpica 3) e o Campeonato Libertadores, que está programado para novembro, porém, ainda sem data definida. Os treinos acontecem aos sábados, das 9h às 12h, na Associação Atlética Light, no Grajaú.

Entre as competições, o time já participou do 6º Campeonato Brasileiro em Futebol de Cadeira de Rodas de 2017 e da Primeira Copa Libertadores de Power Soccer 2015, realizada em Montevidéu, no Uruguai.

Ricardo Gonzalez, tetraplégico, e um dos fundadores da ABFC – Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas, aposta que o Power Soccer esteja no programa dos Jogos Paralímpicos de 2024, em Paris. Ele destaca a importância de investimentos para a equipe Clube Novo Ser, que são realizados pela própria ONG ou de empresas de fora.

No Brasil, a criação da ABFC – Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas e do time Clube Novo Ser, aconteceu em 2011. Atualmente, existem apenas cinco times competindo no Brasil.

 

 

Texto e Fotos: Clube Novo Ser