Diretora da Casa Abrigo compôs a mesa de debatedores do evento (Crédito: Nelson Perez)

Diretora da Casa Abrigo compôs a mesa de debatedores do evento (Crédito: Nelson Perez)

A última sexta-feira (25) foi dia de falar sobre violência contra a mulher no evento Violência contra a mulher: a trajetória de mulheres que atuam na rede de enfrentamento e prevenção. Participaram da atividade, realizada na sede da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, mulheres atuantes na defesa dos direitos da mulher e contra a violência doméstica, dentre elas Sueli Ferreira, diretora da Casa Abrigo Lar da Mulher.

Sueli apresentou o trabalho da casa gerida pelo RioSolidario no acolhimento e fortalecimento das mulheres vítimas de violência doméstica. Em sua explanação ela reforçou o empenho e a dedicação da equipe técnica para proporcionar às residentes e seus filhos uma rotina o mais próxima possível de uma casa. “É extremamente importante para nós que, mesmo em condição de acolhimento para o fim desse ciclo, elas estejam em um local que possam chamar de casa. Por isso o envolvimento da nossa equipe em promover atividades variadas que auxiliem nessa ambientação”, conta.

Sueli expôs sobre as atividades promovidas pela casa no acolhimento e fortalecimento de mulheres vítimas de violência doméstica (Crédito: Nelson Perez)

Sueli expôs sobre as atividades promovidas pela casa no amparo a mulheres vítimas de violência doméstica (Crédito: Nelson Perez)

A diretora ressaltou ainda a importância de destacar o trabalho feito na casa. Apesar do sigilo sob o qual são mantidas a localização do espaço e a identidade das residentes, é necessário trazer visibilidade ao que esse local oferece às mulheres que lá chegam por meio da rede de proteção e enfrentamento. “A casa precisa ser sigilosa, e não anônima. É importante divulgar esse trabalho pra que sejamos agentes multiplicadores dessa informação para mulheres que possam necessitar desse amparo”, conclui Sueli.

Também participaram do evento a defensora pública drª Simone Estrellita, que abordou os tipos de violência contra a mulher e a atuação do NUDEM na defesa das vítimas de violência doméstica, a advogada drª Gracia Monte Barradas, que tratou da abordagem das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, e a Juíza de Direito drª Adriana Ramos de Mello, que explanou sobre feminicídio e atuação do Poder Judiciário no combate à violência contra a mulher.