Presidentes do RioSolidario e do Instituto Masan acompanharam a visita

Jardim Sensorial

Caminhar por um jardim de olhos vendados, guiados por um deficiente visual, apenas tocando e cheirando as plantas. Vinte e cinco crianças, de 5 anos, da Escola Municipal Julia Kubitschek tiveram essa experiência, nesta sexta-feira (25/09), ao visitarem o Jardim Sensorial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Além aprenderem sobre meio ambiente e jardinagem, os pequenos conversaram com os deficientes visuais que trabalham como monitores do espaço e puderam conhecer alguns desafios enfrentados pelos cegos e pessoas com baixa visão. Eles se divertiram durante o passeio e conheceram como crescem ingredientes de pratos do dia a dia como feijão e pizza. Perguntado por um dos guias, uma das crianças chegou a dizer que uma das plantas tinha cheiro de bacon.

A diretora da escola, Ana Lucia Machado, ressaltou a importância da visita dos seus alunos ao espaço.

– Essa atividade vai ao encontro do nosso projeto, pois trabalhamos as diferenças. A experiência ajuda com que eles comecem a ver o mundo de outra maneira e aprendam um pouco mais a conviver com as diferenças. A visita também é importante para que eles aprendam sobre as plantas e a explorarem outros sentidos, que não só a visão – disse Ana Lucia.

A primeira-dama do Estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim, e a presidente do Instituto Masan, que patrocina o Jardim Sensorial e é parceiro da ONG, Adriana Pinto, acompanharam a visita, encerrando as ações da Semana Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

– Estou muito feliz de estar aqui e ver o trabalho que esses jovens realizam no Jardim Sensorial. É muito legal também ver essas crianças, de 5 anos, felizes e curtindo um dia maravilhoso – destacou Maria Lucia.

Após a visita, a coordenação socioambiental do Jardim Botânico continuará a realizar atividades na escola, promovendo ações de educação ambiental e implantando uma horta orgânica.

O Jardim Sensorial

Desde junho, o Jardim Sensorial é patrocinado pelo Instituto Masan. A iniciativa busca, principalmente, capacitar jovens para a realização de atividades de jardinagem e sensibilizar pessoas para a deficiência visual.

O espaço oferece um conjunto de plantas com diferentes texturas e aromas, colocadas ali especialmente para aguçarem os sentidos, principalmente o tato e o olfato. A equipe do Jardim Sensorial é composta por oito monitores, sendo três cegos e um com baixa visão, e uma técnica educacional preparada para receber visitantes com deficiência. Em uma das principais atividades, o visitante é guiado com olhos vendados.

Instituto Masan reabre Jardim Sensorial para pessoas com deficiência

Texto: Gabriela Murno

Fotos e Vídeo: Bruno Itan