Atividade pedagógica contribui para o aprendizado sobre a cultura popular brasileira e incentiva a arte

RJ 24-02-2017. Pulseira de identificação no carnaval. Mãe de aluno da creche da Vila do João. Fotógrafo: André Gomes de Melo

Pequenos piratas, bailarinas, abelhas e personagens de desenhos animados. O público das creches do RioSolidario foi um pouco incomum, nesta sexta-feira (24/02). É que os alunos foram fantasiados para o tradicional baile de carnaval dos Espaços de Educação Infantil no Batan, em Realengo; Vila do João, na Maré; e na Cidade de Deus.

Este ano, a folia do momo teve um diferencial: pulseiras de identificação da Fundação para a Infância e Adolescência foram distribuídas aos pais dos alunos para serem usadas pelos pequenos durante a maior festa popular do país.

Confetes e serpentinas fizeram a alegria das crianças que dançaram ao som de marchinhas de carnaval. Até mesmo quem ainda se quer sabe andar, não resistiu a tanta animação: os alunos do berçário também aproveitaram a folia.

Quem não veio fantasiado de casa foi maquiado e ganhou adereços das professoras.  Segundo a coordenadora das creches do RioSolidario, Roberta Rosa, o baile de carnaval é uma atividade lúdica para as crianças:

– Além de ser uma forma de valorizar a nossa festa popular é uma atividade lúdica onde as crianças podem deixar os uniformes e escolherem os seus personagens. Pedagogicamente é um momento onde eles trazem a proposta da arte através das fantasias – explicou a coordenadora.

Priscila Sanches, mãe da pequena Manoela, da creche da Vila do João, teve que levantar bem mais cedo que o habitual:

– Ela acordou às 04:00. Deixei tudo pronto ontem e ela ficou muito ansiosa. Não via a hora de ir para a escola – esclareceu a mãe, que elaborou a fantasia da personagem Elsa para a filha.

– Estou igual uma princesa – contou Manu, como é conhecida na creche.

A atividade, segundo a diretora da unidade da Vila do João, Valéria Paiva, contribui para o aprendizado sobre a cultura popular brasileira:

-O baile de carnaval, assim como outras atividades pedagógicas, coloca as crianças em contato com elementos culturais da nossa sociedade. É uma ferramenta de aprendizado – enfatizou Valéria.

Os funcionários também usaram adereços nos uniformes. Para a diretora da creche da Cidade de Deus, Martha Menezes, é um importante meio de socialização dos pequenos:

– É uma oportunidade de integração entre eles, principalmente, por estarmos no início do ano letivo – destacou a diretora.

No Batan, a aluna Sophia, que se vestiu de pirata, contou os dias para a festa, como relatou a mãe Natália da Costa:

– Todo dia, por uma semana, ela perguntava se faltava muito. Quando ela se viu no espelho, disse que estava linda. E ficou mesmo. É bom para a interação das crianças – explicou.

 

Campanha contra o desaparecimento de crianças

As crianças das creches também receberam pulseiras de identificação para o carnaval e um folheto informativo para os pais sobre como evitar o desaparecimento dos filhos, principalmente, durante o carnaval. O RioSolidario aderiu a campanha da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.

Segundo a diretora da creche do Batan, Majói de Paula, a identificação das crianças em grandes eventos é uma medida de prevenção:

– É muito importante não só no carnaval, mas em todos os grandes eventos e quando for à praia. Se a a criança se perder, facilita na localização dos pais – ensinou Majói.

 

O que fazer em caso de desaparecimento de crianças

Em caso de desaparecimento de crianças ou adolescentes, o responsável deve procurar uma Delegacia de Polícia próxima a sua residência e fazer o Registro de Ocorrência imediatamente. Também deve cadastrar fotos e outros dados sobre a criança no site do programa S.O.S. Crianças desaparecidas (www.soscriancasdesaparecidas.rj.gov.br), que também atende pelos telefones: (21) 2286-8337 e (21) 98596-5296 (com WhatsApp).

Texto – Gabriela Hilário

Fotos –  André Gomes de Melo