Procon-RJ promove ações para garantir à acessibilidade no estado

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 Pessoas com deficiência têm uma ferramenta a mais para reivindicar seus direitos: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) está disponível em áudio e vídeos, adaptados para Libras (Língua Brasileira de Sinais) e para pessoas com deficiência visual. Diretor de Estudos e Pesquisas do Procon-RJ, Sady Motta falou sobre a importância de garantir acessibilidade para todos os cidadãos fluminenses.

Quando o Procon-RJ começou a publicar novas versões do CDC?

Sady Motta: Disponibilizamos o conteúdo gratuito em dezembro depois que o Ministério Público do Trabalho (MPT) criou a página www.pcdlegal.com.br/cdc com versões em áudio e vídeo, uma adaptação para Libras, outra para pessoas com deficiência visual, além de um livro digital com recursos para ampliar a fonte do texto e inverter o contraste, para que a leitura fique mais agradável. A página é compatível com smartphones e tablets e o consumidor pode baixar o conteúdo em áudio e texto para consultar quando quiser, mesmo sem conexão com a internet. A parceria prevê que podemos publicar o material dando o devido crédito.

Há outros serviços adaptados?

Sady Motta: Nos nossos postos físicos temos atendentes que usam Libras. Essa capacitação é permanente e feita no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). O site Procon Online e o aplicativo para celular Meu Procon-RJ são acessíveis para pessoas com deficiência, assim como o telefone 151 onde os consumidores podem tirar dúvidas sobre direitos e fazer denúncias. O Procon-RJ também oferece versões do Código de Defesa do Consumidor em Português, Inglês e Espanhol. Disponível para download, o conteúdo pode ser acessado pelo site: www.procon.rj.gov.br/index.php/publicacao/listar/5/1.

Por que essas versões são importantes para a população?

Sady Motta: Um dos papéis dos agentes do Procon-RJ é fiscalizar a acessibilidade de espaços públicos e privados e garantir os direitos de todos os consumidores. Procuramos disponibilizar os direitos de todos os cidadãos, incluindo as pessoas com deficiência e complementar com as ações de fiscalização para garantir acesso pleno aos direitos.

O que os fiscais procuram durante as vistorias?

Sady Motta: Nos prédios públicos e privados é preciso ter rampas ou elevadores de acesso; os banheiros devem ser acessíveis e adaptados para cadeirantes. Todos os restaurantes têm que ter, pelo menos, um cardápio em braile para atender pessoas com deficiência visual. Já os hotéis precisam ter, no mínimo, um quarto com banheiro adaptado, com barras de apoio em uma altura específica, espaço para manobra com a cadeira, acentos corretos, como prevê a legislação.

Quais são as principais reclamações das pessoas com deficiência?

Sady Motta: A principal reclamação é em relação à acessibilidade de cadeirantes, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção em ônibus, mesmo aqueles que têm elevadores de acesso. Também recebemos demandas do Ministério Público Estadual (MPE-RJ) para que possamos fiscalizar e aplicar as devidas sanções. Os promotores do MPE-RJ realizaram cursos com os nossos fiscais para aprimorarmos nossa atuação. Outra frente de atuação do ministério é junto à Prefeitura do Rio.

Foto: Divulgação