Alunos do São João receberam seus certificados e apresentaram dois filmes produzidos

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O projeto Casa Futuro Agora formou novas turmas dos cursos de Produção Audiovisual e Cineclubismo. Desta vez, a entrega dos certificados aconteceu na unidade do Morro São João, no Engenho Novo, nesta quinta-feira (08/12). Os alunos apresentaram os dois filmes produzidos durante as aulas.

A aluna Gizelly Santos, de 15 anos, participou da concepção do roteiro, da produção, das filmagens e foi uma das atrizes do curta de terror “Ofélia”, que conta a história de uma jovem que assombra o banheiro feminino de uma escola, motivada pelo bullying que sofria quando era viva. A inspiração veio do filme japonês Hanako-San.

– Foi legal aprender a atuar e editar. É uma obra de ficção, mas que também trata de um tema muito comum, que é o bullying – diz ela.

Matheus Gustavo Souza, de 17 anos, também aprovou a experiência:

– Foi muito bom. Sempre quis atuar e estar em uma produção de cinema. Participei do roteiro, como figurante e operador de câmera e de som.

O segundo curta produzido pelos alunos do São João tem como título provisório “Respeitar” e trata de sexualidade e homofobia. Ele mistura documentário e ficção.

Oferecido pela Cidadela, o objetivo dos cursos de Produção Audiovisual e Cineclubismo é proporcionar ao público o contato com filmes brasileiros e colaborar com o desenvolvimento do pensamento crítico, do diálogo, do registro sobre identidade e cultura e do desenvolvimento da criatividade e expressão artística.

As oficinas do “Cinemear – Produção Audiovisual” contam com 48 horas, distribuídas em 16 encontros, de três horas cada, duas vezes por semana, ao longo de dois meses. O curso é dividido em cinco módulos: o roteiro e a montagem; a direção, o roteiro e a montagem; o som, o roteiro e a montagem; a direção de fotografia, o roteiro e a montagem; a produção, o roteiro e a montagem.

Já o “Cinemear – Cineclubismo” busca capacitar os participantes a criar e gerenciar eventos de exibição de filmes, com foco na difusão não comercial das obras. A ideia é que os jovens elejam filmes e temas de rodas de conversa, definam perfis de público para as sessões e façam uso dos equipamentos técnicos de projeção disponibilizados pelo projeto. O curso conta com 40 horas, distribuídas em quatro encontros presenciais de três horas cada, uma vez por semana, durante um mês, seguidas de atividades cineclubistas mensais, com três horas de duração.

Texto: Gabriela Murno

Fotos: André Gomes de Melo