Criado em 2007, o espaço tem como objetivo acolher e fortalecer a mulher vítima de violência doméstica

Casa Abrigo

Em nove anos de funcionamento, a Casa Abrigo Lar da Mulher atendeu, até o final de 2015, 607 mulheres vítimas de violência doméstica e 1014 crianças. Criado em 2007, o espaço tem como objetivo amparar, proteger e fortalecer essas mulheres e seus filhos, com assistência psicológica, social, hospitalar e jurídica.

A casa ainda oferece ações como grupos de reflexão, atividades lúdicas e de relaxamento, que ajudam as mulheres a reconstruírem seus laços familiares e de amizade, em geral, abalados após se afastarem de casa por medo do agressor.

– As abrigadas encontram na casa uma chance real de proteção, que geralmente não há e não é possível no âmbito familiar mais próximo – ressalta Roberta Rosa, coordenadora do projeto.

Segundo ela, um dos principais desafios, além do atendimento psicológico, é justamente fazer com que as mulheres entendam seus direitos:

– Elas chegam ao abrigo com baixa autoestima e com pouca clareza sobre os seus direitos, o que, de uma maneira geral, reflete a realidade em que elas estavam inseridas anteriormente. Por isso, existe um longo processo de conscientização, para que elas saiam daqui com mais autonomia, deixando para trás o medo e as dependências financeira e emocional, que ligam estas mulheres aos agressores.

O Lar da Mulher funciona 24 horas, em local sigiloso no Rio de Janeiro, e serve de residência temporária, por até quatro meses, para mulheres vítimas de violência e seus filhos. O espaço tem a capacidade de abrigar 80 pessoas, entre mulheres e crianças. A casa possui 15 quartos, salas de atividades e berçário, dispostos em uma área de 1.300 metros quadrados.

Para serem encaminhadas ao abrigo, as mulheres passam por triagem nos Centros Especializados de Atendimento à Mulher, outros abrigos ou pela Central Judiciária de Abrigamento Provisório da Mulher Vítima de Violência (CEJUVIDA).

Texto: Gabriela Murno

Fotos: Bruno Itan