foto:Bruno Itan

Espaço externo da Casa Abrigo Lar da Mulher, instalada em local sigiloso

No atual cenário de pandemia do Covid-19, a violência contra a mulher torna-se uma preocupação social ainda maior. A adoção das medidas de distanciamento social, preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, acaba obrigando a convivência com seus agressores 24 horas por dia, sete dias por semana. E sim, estar em casa com seu companheiro pode ser o local mais perigoso.  Na Casa Abrigo Lar da Mulher, vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social podem ser acolhidas com seus filhos de até 17 anos.

Ao chegar na Casa, a vítima é recebida pela equipe formada por psicóloga, assistente social e pedagoga, que seguem as recomendações e o cuidado necessário para a prevenção do coronavírus. Um levantamento do cenário e uma organização da documentação social, de saúde e escolar dos menores é o primeiro passo. O trabalho proposto pela Casa Abrigo é apresentado e um plano de inclusão social iniciado. A faixa etária dessas mulheres está entre 18 e 65 anos.

O abrigamento é feito por até 180 dias, e a assistência ainda acontece com acompanhamento das residentes em audiências jurídicas e demandas médicas, quando necessário. “Nosso objetivo é acolher, orientar sobre o ciclo da violência doméstica, ajudar a ressignificar conceitos sociais construídos, reestruturar pensamentos distorcidos, resgatar a autoestima, aplicar técnicas de respiração objetivando minimizar ansiedades e fortalecer a relação mãe e filho que muitas vezes é desconstruída”, explica a psicóloga da Casa Abrigo, Natália de Cerqueira Louzada.

Parceria de sucesso

Instalada em local sigiloso, a Casa é gerida por uma parceria de sucesso firmada entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o RioSolidario e a Loterj. O programa contempla os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – 5, que corresponde à Igualdade de gênero e tem como proposta acabar com todas as formas de discriminação contra mulheres e meninas.

Para ser acolhida na Casa Abrigo, a vítima precisa ser encaminhada pela Central Judiciária de Abrigamento Provisório para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica – Cejuvida, as Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública ou Ministério Público.

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