Companhia de teatro produz coleção de audiolivros para deficientes visuais em Manguinhos

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Criada há três anos, a Companhia de Teatro Manguinhos em Cena está abrindo novos caminhos para além da Biblioteca Parque de Manguinhos. O desafio é a produção de audiolivros para atender ao público com deficiência visual que frequenta setores de acessibilidade das bibliotecas do Rio de Janeiro. O projeto, premiado pelo edital Fomento à Cultura Carioca, tem patrocínio da Prefeitura do Rio, como parte do calendário de comemorações pelos 450 anos da cidade, e vai gerar a coleção Audiolivros da Biblioteca Parque de Manguinhos, com a gravação de 10 obras literárias.

A coleção inclui títulos variados de autores brasileiros e reúne poesia, novelas, peças de teatro e literatura infanto-juvenil. Entre os livros escolhidos, Clara dos Anjos, de Lima Barreto, é a homenagem à comunidade, já que o autor nasceu e viveu na área do Jacaré e de Manguinhos.

Para entrar em estúdio, os atores do grupo, que até então só tinham experiência em teatro, passaram por um curso de capacitação para a gravação com a atriz, dubladora, leitora, diretora e produtora de audiolivros Mônica Magnani. Ao todo, 16 atores da companhia vão participar do projeto como leitores dos livros, sob direção de Ana Carina, atriz, produtora e uma das coordenadoras do projeto Manguinhos em Cena.

– Para quem vai ouvir os livros, a voz dos atores será o guia para a construção em sua imaginação. É uma experiência nova, em que os atores estão aprendendo uma linguagem de interpretação e mergulhando de maneira profunda no universo das palavras, buscando expressão e sutileza para alimentar a imaginação – explicou a diretora.

Lançamento

Os atores entraram em estúdio em maio deste ano e a previsão é de que a coleção seja lançada até o fim de 2015 e distribuída gratuitamente para 10 bibliotecas do Rio. Haroldo Cesar de Castro, de 53 anos, participa do Manguinhos em Cena desde 2012 e foi um dos escolhidos para participar do projeto.

– É um trabalho de importante ajudar uma pessoa que não tem condições de ler a entender a história do autor – disse Haroldo.

Os audiolivros são gravados no estúdio da Biblioteca Parque Estadual, em parceria com o Manguinhos em Cena, a Secretaria de Cultura, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e a rede de Bibliotecas Parque.

Fotos: Bruna Basílio