Programa da Ceasa doa cestas básicas com frutas, legumes e verduras. RioSolidario é uma das instituições parceiras do projeto

Cesta - Batan - Bruno Itan

Com cerca de 40 mil pessoas beneficiadas, o programa Banco de Alimentos, desenvolvido pela Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), em suas seis unidades, doou mais de 700 toneladas de frutas, legumes e verduras, em 2015. Hoje, cerca de 300 instituições, incluindo quatro vinculadas ao RioSolidario, recebem as cestas regularmente.

O programa visa combater a fome e o desperdício em todo o estado através da compra de produtos da agricultura familiar ou recebimento de alimentos em boas condições de consumo que não seriam comercializados nas unidades atacadistas. Posteriormente, os produtos são doados para as instituições relacionadas. Cerca de mil agricultores estão cadastrados para fornecer em torno de 55 itens hortifrutigranjeiros, além de queijo minas frescal, mel de abelha e diversos pescados.

– Com os investimentos em 2015, vamos ampliar gradativamente as doações e as instituições beneficiadas. Duplicamos as instalações destinadas ao Banco de Alimentos e reativamos as câmaras frigoríficas que estavam desligadas. Com isso, vamos reduzir o desperdício e, ao mesmo tempo, ampliar o número de atendidos – explicou o presidente da Ceasa-RJ, Paulo Jobim Filho.

Parcerias

Por meio de parceria entre a Ceasa e o RioSolidario, três creches (Batan, Vila do João e Cidade de Deus) e a Casa Abrigo Lar da Mulher, que atende vítimas de violência doméstica, passaram a integrar o Banco de Alimentos em setembro de 2015.

– Temos mais de 600 crianças atendidas, com cinco refeições diárias. Muitas não tinham uma boa alimentação em casa, principalmente no fim de semana. Agora, os produtos que se perderiam reforçam as refeições de muitas famílias – afirmou a primeira-dama do Estado e presidente do RioSolidario, Maria Lucia Horta Jardim.

A auxiliar de cozinha Zirlanda de Oliveira, de 42 anos, é mãe de Ster, de 2 anos, e uma das beneficiadas pelo programa.

– A ajuda é maravilhosa. Minha família está mais saudável – disse Zirlanda.

A iniciativa também atende a 10 comunidades com Unidades de Polícia Pacificador (UPPs).

Texto: Thaise Constancio

Fotos: Bruno Itan e Marcelo Horn