Núcleo do Esporte RJ oferece aulas da modalidade para jovens com deficiência

Tenis de Mesa para PCD

O Tênis de Mesa, oferecido pelo projeto Esporte RJ, da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, reúne cerca de 80 alunos no núcleo que funciona em Bangu, na Zona Oeste. Destes, 30 têm algum tipo de deficiência.

Angélica Ruy, de 28 anos, nasceu com problemas nas pernas, o que dificulta a locomoção. Mas o fato não a impediu de praticar esportes. A jovem já se aventurou no basquete, no futsal, além da bocha, mas foi no Tênis de Mesa que ela se realizou. Mesmo finalizando a faculdade de Direito, Angélica não pretende deixar o esporte.

– Nunca deixei que a deficiência me impedisse de fazer algo. Aqui, me forço a ir além do meu limite e vou me superando a cada dia. Vou me formar, mas meu foco é no tênis de mesa para que, em breve, eu esteja na seleção brasileira” – afirmou a jovem, que vai disputar a Copa Brasil, em São Paulo.

Após ter praticado atletismo e futebol, o paratleta Gyan Sebastião Macedo se viu diante de outro desafio. Em 2010, com apenas 14 anos e 45 dias de treino, ele participou pela primeira vez das Paralimpíadas Escolares, etapa nacional que envolve jovens de 12 a 17 anos, e conquistou a prata. Nos três anos seguintes, mais medalhas e uma melhor qualidade de vida.

– Depois que entrei no Tênis de Mesa, além de ter feito amizades, senti uma melhora no meu corpo. Tenho uma perna maior que a outra e, por meio do treinamento, já não sinto mais dores” – explicou Gyan, de 19 anos.

Inclusão Social

Cadeirante desde que nasceu, Maycon da Silva conheceu o Tênis de Mesa por intermédio de um amigo. O rapaz, que também já participou das Paralimpíadas Escolares, quer se profissionalizar e seguir carreira na Educação Física. “Para mim, é emoção e garra. Me espelho muito no Hugo Hoyama, que é um ícone do Tênis de Mesa do Brasil”, disse Maycon, referindo-se ao atleta que é considerado o melhor mesa-tenista do país.

Fotos: Rogério Santana